Mantenedora

O Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil (STBSB) existe desde o ano de 1907. Instituição pertencente à Convenção Batista Brasileira, relaciona-se com as igrejas batistas de todo Brasil, com as Convenções Estaduais e Associações municipais. Assim, presta serviços a todos os brasileiros, muitos dos quais se deslocam de suas cidades e estados para realizar sua formação nesta Instituição.

Localiza-se na colina da chácara do Barão de Itacuruçá, no bairro Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), à Rua José Higino, nº 416, local onde compartilha com o Colégio Batista Sheppard uma excelente propriedade no coração da cidade do Rio de Janeiro.

O Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil tem uma das páginas mais densas da história dos batistas brasileiros. Boa parte dos ministros batistas foi formada em suas salas, uma vez que esta Casa já entregou à denominação batista, desde 1916, quando graduou seus primeiros cinco alunos, mais de 3.000 diplomados em Teologia, em Música e em Educação Cristã.

Nas estantes de suas bibliotecas, encontra-se parte da bibliografia teológica contemporânea. Nos seus arquivos estão manuscritos, documentos, objetos e fotografias indispensáveis à produção de uma história do movimento batista neste país. Ao longo de sua história secular, passou por diversos períodos administrativos, dos quais seguem alguns destaques:

• PRIMEIRO PERÍODO – Implantação (1907 – 1929): Já na primeira Assembléia da Convenção Batista Brasileira, foi eleito um Grupo de Trabalho para abrir um colégio e um seminário no Rio de Janeiro. Este Grupo composto pelos missionários J. W. Shepard, Deter, Bagby, Hamilton, Maddox, Taylor e Cannada, reuniu-se, pela primeira vez, no dia 27 de junho de 1907 e o Seminário foi criado para ser um Departamento de Teologia do Colégio, visto que este poderia ajudar na sua manutenção. O Dr. Shepard declararia em seu relatório, em 1927: “O Seminário é a coroa da instituição, e o Colégio existe para que o Seminário tenha meios e recursos para o seu trabalho de preparar obreiros e professores.” O Seminário, instituição que em 15 de março de 1908 abria suas portas com 36  alunos, hoje completa o seu centenário. Neste período de implantação se formaram 39 alunos e se deu a aquisição das propriedades onde até hoje funcionam as duas instituições.
• SEGUNDO PERÍODO – Transição (1930 – 1936): No curso de preparação de pastores, previa-se o estudo nos vários setores que devem preocupar um pastor: da teologia sistemática à pastoral; da educação religiosa à música. Objetivando a preparação de professores, foi criado o Curso de Mestrado em Teologia, o que demonstra uma preocupação constante com os destinos do ensino da teologia. Nesse período, atuaram mais três missionários: A. B. Langston, H. H. Muirhead e S. L. Watson, e formaram-se 29 alunos.
• TERCEIRO PERÍODO – Separação (1936 – 1945): Em 1936, houve a separação das instituições. O Colégio e o Seminário passaram a ter administrações próprias. Ao final deste período o Seminário tinha entregue mais 62 bacharéis ao ministério batista, 14 dos quais no ano de 1942.
• QUARTO PERÍODO – Consolidação (1945 – 1954): De 1945 a 1954, começou a circular a Revista Teológica, que durou até 1966, nessa primeira fase. Neste período foi construído o grande prédio que foi destinado às aulas e à administração, o prédio de numero 14. Ao final do período, a denominação havia recebido o total de 91 bacharéis.
• QUINTO PERÍODO – Expansão (1955 – 1967): A partir de 28 de janeiro de 1955 consolidou-se o patrimônio teológico e arquitetônico do Seminário. Em 1955, construíram-se todos os prédios modernos da instituição (capela, biblioteca, praça, dormitórios etc.). Em 1960 extinguiu-se o curso por extensão e em 1963 criou-se o curso de Música com dois alunos e dois professores.
• SEXTO PERÍODO (1967 – 1971): Neste período o Seminário foi reconhecido pela Associação de Seminários Teológicos Evangélicos (ASTE) como instituição de nível superior.
• SÉTIMO PERÍODO (1971 – 1984): Estruturou-se o curso de Mestrado em Teologia, iniciaram-se as aulas do Bacharel em Teologia do turno da noite e iniciou-se o Curso Teológico por Extensão (CETEX). Fundou-se o Centro de História Viva dos Batistas Brasileiros e ampliou-se a capacidade dos dormitórios para solteiros e para casados. Nesse período formaram-se 800 alunos.
• OITAVO PERÍODO – (1985 – 1998): Foram criados os Cursos de Educação-Teologia Cristã, Curso Técnico de Música e o Curso Noturno de Música Sacra. Reativou-se a Revista Teológica e neste período, formaram-se 1.344 alunos.

Por quase cem anos o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil funcionou oferecendo cursos livres nas áreas de Teologia e Música Sacra, ainda que funcionando com estrutura de Curso superior, incluindo cursos de mestrado e doutorado. A partir de 1994 iniciou os trâmites para o atendimento às exigências legais do reconhecimento dos seus cursos de Teologia, Música e Pedagogia, encerrando-se com os cursos livres existentes na Instituição – seja em nível de graduação ou pós-graduação.

Naquele momento foi criada a Faculdade de Ciências da Educação, FACE, para ministrar o curso de Pedagogia. Posteriormente, em 2002, o Seminário iniciou os procedimentos para autorizar todos os seus cursos, e para tanto precisou alterar a razão social da IES para Faculdade Batista do Rio de Janeiro, para com isso poder contemplar os Cursos de Teologia e Música. Estas alterações foram realizadas e aprovadas nas instâncias internas, pelas câmaras da Instituição, e pela mantenedora, ainda em 2002. A aprovação última aconteceu na Convenção Batista Brasileira, em março de 2003.

Com isto estava criada a Faculdade Batista do Rio de Janeiro, mas faltavam ainda as alterações junto ao MEC. As mesmas foram solicitadas através do pedido de aprovação do novo Regimento Geral junto ao Conselho de Legislação e Normas do Ensino Superior na data de 08/08/2003.