“Até quando, Senhor, clamarei eu, e tu não me escutarás?” (Hb 1.2-4)

O clamor do profeta Habacuque diante da destruição de Jerusalém não é isolado. É semelhante ao de Davi, quando bradou: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (…) Deus meu, clamo de dia, e não me respondes.” (Sl 22.1,2).

Depois de tanto tempo – mais de 25 séculos – a perplexidade igualmente toma conta dos nossos corações. “Senhor, onde estás? Senhor, por que não ouves ao meu clamor?”, clamamos em nossa angústia nesses tempos de pandemia do vírus Covid-19.

Se o nosso clamor é semelhante, a resposta que devemos esperar precisa ser igual. Para Habacuque, o Senhor mostrou que era preciso caminhar pela fé, independentemente das circunstâncias e adversidades.

Por isso, depois de expor a sua queixa, ele conclui: “Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; o produto da oliveira minta, e os campos não produzam mantimento; as ovelhas sejam arrebatadas do aprisco, e nos currais não haja gado, todavia, eu me alegro no Senhor, exulto no Deus da minha salvação.” (Hb 3.17,18). E, de modo igual, Davi descobre que poderia confiar, pois “Nossos pais confiaram em ti; confiaram, e os livraste. A ti clamaram e se livraram; confiaram em ti e não foram confundidos.” (Sl 22.4,5).

Em resumo: nestes tempos de temor e até desespero, mesmo que pareça que o nosso Deus está distante e não nos ouve, precisamos resgatar a fé que nos leva a crer e confiar que “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal nenhum, porque tu estás comigo.” (Sl 23.4).

Pr. Gilton Medeiros

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